Arquivo mensal: setembro 2011

Eco Base no Jornal da Tarde

Matéria sobre ECO BASES no Jornal da Tarde – JT Cidade, dia 23 de Setembro de 2011.

“Casinhas para depósitos de lixo reciclável viram arte.”

No dia 29, as esculturas e as telas dos artistas serão leiloadas durante um jantar no MUBE. As casinhas ECO BASES estão em exposição até dia 30 de Setembro. Depois da mostra, peças serão doadas a escolas de Vinhedo e Tocantins.

 

MUBE: Avenida Europa, 218 – Jd Europa – de terça a domingo, das 10h às 19h.

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Escultura no MUBE

O coletivo Recicla Flores está com a escultura CYBERFAGIA no MUBE (Museu Brasileiro de Escultura). A obra fica em exposição até dia 29/setembro para, posteriormente, ser leiloada. O desenvolvimento da escultura acompanha o projeto Eco Parade, onde Eco Bases (pontos de coleta seletiva) são distribuídas pelos parques de SP.

São Paulo, Brasil – 2011“CYBERFAGIA” – Materiais: Táboa e mourão de Peroba Rosa, resistores, placas de circuito impresso, película holográfica, fios de cobre e outros.Coletivo Recicla Flores: Daniela Paiva-1977, Dennis Praça-1979, Nena Alava-1968, Thomas Goebel-1976. A série de intervenções Cyberfagia retrata o paradoxo entre o consumo de recursos naturais em prol do desenvolvimento e a busca de tecnologia para alcançar a sustentabilidade. Nesta obra o coletivo questiona o senso das prioridades humanas na vida urbana e a relação degradada do uso de recursos naturais. Buscamos ultrapassar os limites tecnológicos para vencer a barreira do tempo-humano contra o tempo-máquina, queremos fazer mais do que somos capazes, queremos chegar mais rápido a um lugar impossível de chegar fisicamente, o tempo natural não existe para nós. Nossas necessidades, desnecessária, são uma piada para o universo, nossas importâncias se transformam em lixo, nossos desejos domados pelo consumo, nossos medos acalmados quimicamente, nossas novas e velhas questões se fundem no vazio de espiritualidades modernas. O artista visionário é multitarefa, ri da condição humana, resgata, inova, transforma e muta, numa expressão que fractalisa repetindo o ciclo infinito. Ele corre atrás do próprio rabo. Todos temos dentro de nós a memória da vida em harmonia com a natureza, estamos aqui só para relembrar.

Agrofloresta

O Brasil é um país tropical, e os ecossistemas presentes predominam ecossistemas florestais. A estratégia de armazenamento é a cobertura vegetal. Quanto mais massa viva, mais água é acumulada e mais massa é armazenada no sistema.

As agroflorestas são formas de manejo da terra em que espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, segundo os princípios da dinâmica natural dos ecossistemas. Representam a interface entre a agricultura e a floresta, otimizam a produção através da conservação do potencial produtivo dos recursos naturais e apresentam um grande potencial para os países tropicais, ricos em biodiversidade.

Os nutrientes absorvidos pelas plantas são consumidos por nós em forma de alimentos, desta forma há um empobrecimento dos solos. Se não for feita adubação, os solos ficam fracos e cada vez produzem menos.

Já as árvores tem um sistema radicular profundo absorvendo água e nutrientes das camadas mais profundas. Elas crescem e depositam os nutrientes de volta para terra em forma de folhas, galhos, flores e frutos (biomassa), e assim acontece a ciclagem de nutrientes.

Agrofloresta é um termo novo para uma técnica antiga usada por muitos povos na floresta. Um dos povos que foram estudados pelo manejo da floresta são os índios Kaiapós. Eles faziam um manejo altamente complexo, transplantando espécies da floresta primária, secundária, capoeiras; plantavam ao longo das trilhas,em clareiras da floresta; faziam roças nos morros; remanejo de quintais; plantios associados, manejo da fauna nas capoeiras, etc.

SUCESSÃO NATURAL DAS ESPÉCIES

As florestas vivem uma eterna dinâmica onde plantas de diferentes tipos, tamanhos e idades vivem harmonicamente. A vida, a morte, o crescimento e senescência movimentam o sistema ao longo do tempo.

Quando numa floresta uma árvore caí, sua morte provoca um ambiente mais aberto onde o sol chega até o solo. Neste local, nascem plantas que estavam com suas sementes dormentes, que precisam de insolação direta para germinar. A partir do momento que estas espécies vão se desenvolvendo, vão propiciando o aparecimento de outras com ciclos mais longos. É através da estratégia de sucessão vegetal que as florestas estão sempre se auto-renovando.

Existem várias classificações das espécies, e a mais utilizada nos meios acadêmicos é a proposta por BUDOWISKI, descrita a seguir:

COLONIZADORAS: são espécies mais rústicas adaptadas a condições extremas como solos pouco férteis e muita luz. Elas criam condições para as outras espécies. São colonizadoras os capins, matos e ervas.

PIONEIRAS: são espécies vigorosas com ciclo de vida curto e crescimento rápido. Embaúbas, fumo bravo, mamona, etc.

SECUNDÁRIAS: são plantas que precisam de um pouco mais de sombra e umidade. O ciclo de vida é mais longo e elas preparam a área para espécies de vida longa. Guapiruvu, tamboril, paineira, etc.

CLIMAXES: são espécies de vida longa, mais exigentes nutricionalmente, não toleram insolação direta no estágio inicial e formam a mata primária. São as madeiras de lei: jatobá, jequitibá, juçara.

VANTAGENS

  • Diversificação econômica: com uma produção diversificada, a economia não fica dependente de um só produto, permitindo que os produtores não fiquem a mercê do mercado.
  • Menor incidência de pragas e doenças: a alta diversidade biológica do sistema leva a um equilíbrio, diminuindo a infestação de pragas e doenças. Isto significa a uma diminuição dos custos de manuntenção, conseqüentemente melhor qualidade e valor do produto final.
  • Maior proteção do solo contra erosão: com o aumento da cobertura do solo, proteção dos mananciais.
  • Uso mais eficiente dos recursos naturais: os vários estratos da vegetação aproveitam melhor a radiação solar, os diferentes tipos e profundidades dos sistemas radiculares fazem um bom uso da água e nutrientes disponíveis no solo. As culturas anuais se beneficiam com a deposição de biomassa das árvores e da mesma forma, diminuem os custos de manutenção nas entrelinhas das árvores.
  • Maior produtividade: com o melhor aproveitamento dos recursos e dos espaços, ocorre uma intensificação da produção, e desta forma a produtividade total da área é maior do que os plantios em monocultivo, embora algumas vezes a produção de um único produto seja menor.
  • Distribuição da mão-de-obra: devido a produção diversificada, a mão-de-obra é distribuída ao longo do ano, diminuindo ou excluindo a entressafra.
  • Melhor qualidade de vida para os agricultores: com o sombreamento da agrofloresta, os agricultores tem melhor condições de trabalho. Com a produção diversificada, os produtores tem uma alimentação mais equilibrada, além do aumento da renda com a comercialização de vários produtos.
  • Forma de uso permanente do solo: diminui o êxodo rural.
  • Melhor qualidade ambiental: por todos estes motivos acima citados, temos uma melhor qualidade ambiental.

LIMITAÇÕES

  • Forma mais complexa de uso do solo, o que exige um maior conhecimento da interação entre plantas/solos/animais
  • Exige mão-de-obra mais intensiva nos primeiros anos
  • Carência de informações sobre agrofloresta: maioria das pesquisas e trabalhos são direcionados para monocultivos.

Fonte: Material didático IPEMA

Setembro Verde

Agenda de atividades e Oficinas na Matilha Cultural em parceria com teatro Silva e Recicla Flores.