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Curso de Zomes

Smart Grid – redes inteligentes

Pesquisas e mais pesquisas e encontro este novo termo ” Smart Grid “ – também chamado de rede inteligente, em termos gerais é a aplicação de tecnologia da informação para o sistema elétrico de potência, integrada aos sistemas de comunicação e infra estrutura de rede automatizada.

Logo, me lembro das propostas apresentadas por Jacques Fresco em 1977, desenhista industrial que propõe uma Economia Baseada em Recursos (Venus Project) e não no sistema monetário. Esta economia é um recurso que lhes é Doado e não Comprado.

 

 

Especificamente, envolve a instalação de sensores nas linhas da rede de energia elétrica, o estabelecimento de um sistema de comunicação confiável em duas vias com ampla cobertura com os diversos dispositivos e automação dos ativos. Esses sensores são embutidos com chips que detectam informações sobre a operação e desempenho da rede – parâmetros, tais como tensão e corrente. Os sensores, então, analisam essas informações para determinar o que é significativo – por exemplo, está com tensão muito alta ou muito baixa.

O funcionamento se dá quando os sensores detectam informações significativas, ocorre a comunicação dos dados de volta para um sistema analítico central, que geralmente é um sistema de software. Esse sistema irá analisar os dados e determinar o que está errado e o que deve ser feito para melhorar o desempenho da rede.

Por exemplo: Você vai visitar um amigo em seu carro elétrico e o conecta à tomada para recarregar a bateria: embora esteja na casa de um amigo, a energia de recarga será debitada na sua conta de luz e não na do amigo.

De sua mesa de trabalho, você liga o ar-condicionado de sua casa para já encontrar a temperatura que deseja. A energia excedente, gerada pelo painel fotovoltaico de sua casa é automaticamente injetada na rede de distribuição. Se um equipamento da rede elétrica começa a apresentar problemas de desempenho, estes são automaticamente identificados e a solução é apontada antes que a energia seja interrompida. Se a rede elétrica falha por alguma razão, os próprios equipamentos da rede interagem de forma a isolar o problema e restaurar a energia para o maior número possível de consumidores, sem necessidade de interferência humana.

O conceito de redes inteligentes ou “smart grid”, representa um marco na evolução do setor energético e é essencial para o melhor aproveitamento dos recursos energéticos do Brasil e, fundamentalmente, para atender às novas demandas que recaem sobre o sistema elétrico.

Do ponto de vista funcional, esse conceito vem contribuir para direcionar o sistema elétrico para responder às seguintes demandas das concessionárias e da sociedade:

  • Melhorar a qualidade de prestação dos serviços, reduzindo o número de falhas e também o tempo de restabelecimento;
  • Melhorar a qualidade de energia entregue aos consumidores; incorporar ao sistema elétrico à geração e a micro-geração distribuídas, incluindo aí as diversas formas alternativas de geração, principalmente as limpas;
  • Combater eficazmente as perdas comerciais (roubo de energia);
  • Gerir os ativos técnicos de forma a extrair destes todo o seu potencial;
  • Permitir aos consumidores gerir de forma remota os seus eletrodomésticos;
  • Incorporar os veículos a tração elétrica no cotidiano da sociedade.

 

 

Do ponto de vista tecnológico, esse conceito implica a aplicação das tecnologias da informação e comunicação ao sistema elétrico de potência por meio de três ingredientes básicos: massificação dos meios de monitoramento em tempo real, uma robusta estrutura de comunicação de dados e, finalmente, sistemas de inteligência capazes de tratar os dados a extrair deles as informações e os conhecimentos necessários à operacionalização das redes inteligentes.

Dezenas de países já iniciaram a implantação de sistemas de smart grid. Existem, inclusive, smart cities – cidades inteiras que utilizam esse tipo de tecnologia.

O Brasil hoje tem capacidade para produzir os equipamentos e softwares necessários para a implantação dos medidores inteligentes, não necessitando que as empresas busquem fora do país. As políticas deveriam considerar o estado da arte de programação tipo smart grid, no Brasil e em outros países e propor uma adequação das regulamentações e das normas gerais dos serviços públicos e distribuição de energia elétrica.

 

Fontes: Internet – Revista – Documentário Zeitgeist

Revista O setor elétrico – Ano 7 – Ed.74 – Março 2012

Matéria: Governo precisa investir nas redes inteligentes

Coluna Ponto de Vista

Receitas caseiras

Quer aprender um pouco mais de sustentabilidade e técnicas de reboco natural??

Segue uma receita simples e fácil de aplicar na sua residência…

RECEITA REBOCO FINO

  • 1 porção (70%) de argila e 30% de estrume fermentado
  • 1 porção de cola
  • 2 porções de areia fina peneirada

 

RECEITA DE COLA

  • 4 porções de água fervendo
  • 2 porções de água fria
  • 1 porção de farinha

Primeiro misturar a farinha com água fria sem deixar pelotas (bolotas).

Agregar esta mistura com água fervendo.

 

SIMBOLOGIAS DA RECICLAGEM

Conheça alguns símbolos de materiais na Reciclagem.

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PADRONIZAÇÃO DE CORES PARA COLETA SELETIVA NO BRASIL

PAPÉIS

PLÁSTICOS

VIDROS

METAIS

MADEIRAS

RESÍDUOS PERIGOSOS

RESÍDUOS AMBULATORIAIS E SERVIÇOS DE SAÚDE

RESÍDUOS RADIOATIVOS

ORGÂNICOS

RESÍDUOS GERAIS E NÃO RECICLÁVEIS

Agrofloresta

O Brasil é um país tropical, e os ecossistemas presentes predominam ecossistemas florestais. A estratégia de armazenamento é a cobertura vegetal. Quanto mais massa viva, mais água é acumulada e mais massa é armazenada no sistema.

As agroflorestas são formas de manejo da terra em que espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, segundo os princípios da dinâmica natural dos ecossistemas. Representam a interface entre a agricultura e a floresta, otimizam a produção através da conservação do potencial produtivo dos recursos naturais e apresentam um grande potencial para os países tropicais, ricos em biodiversidade.

Os nutrientes absorvidos pelas plantas são consumidos por nós em forma de alimentos, desta forma há um empobrecimento dos solos. Se não for feita adubação, os solos ficam fracos e cada vez produzem menos.

Já as árvores tem um sistema radicular profundo absorvendo água e nutrientes das camadas mais profundas. Elas crescem e depositam os nutrientes de volta para terra em forma de folhas, galhos, flores e frutos (biomassa), e assim acontece a ciclagem de nutrientes.

Agrofloresta é um termo novo para uma técnica antiga usada por muitos povos na floresta. Um dos povos que foram estudados pelo manejo da floresta são os índios Kaiapós. Eles faziam um manejo altamente complexo, transplantando espécies da floresta primária, secundária, capoeiras; plantavam ao longo das trilhas,em clareiras da floresta; faziam roças nos morros; remanejo de quintais; plantios associados, manejo da fauna nas capoeiras, etc.

SUCESSÃO NATURAL DAS ESPÉCIES

As florestas vivem uma eterna dinâmica onde plantas de diferentes tipos, tamanhos e idades vivem harmonicamente. A vida, a morte, o crescimento e senescência movimentam o sistema ao longo do tempo.

Quando numa floresta uma árvore caí, sua morte provoca um ambiente mais aberto onde o sol chega até o solo. Neste local, nascem plantas que estavam com suas sementes dormentes, que precisam de insolação direta para germinar. A partir do momento que estas espécies vão se desenvolvendo, vão propiciando o aparecimento de outras com ciclos mais longos. É através da estratégia de sucessão vegetal que as florestas estão sempre se auto-renovando.

Existem várias classificações das espécies, e a mais utilizada nos meios acadêmicos é a proposta por BUDOWISKI, descrita a seguir:

COLONIZADORAS: são espécies mais rústicas adaptadas a condições extremas como solos pouco férteis e muita luz. Elas criam condições para as outras espécies. São colonizadoras os capins, matos e ervas.

PIONEIRAS: são espécies vigorosas com ciclo de vida curto e crescimento rápido. Embaúbas, fumo bravo, mamona, etc.

SECUNDÁRIAS: são plantas que precisam de um pouco mais de sombra e umidade. O ciclo de vida é mais longo e elas preparam a área para espécies de vida longa. Guapiruvu, tamboril, paineira, etc.

CLIMAXES: são espécies de vida longa, mais exigentes nutricionalmente, não toleram insolação direta no estágio inicial e formam a mata primária. São as madeiras de lei: jatobá, jequitibá, juçara.

VANTAGENS

  • Diversificação econômica: com uma produção diversificada, a economia não fica dependente de um só produto, permitindo que os produtores não fiquem a mercê do mercado.
  • Menor incidência de pragas e doenças: a alta diversidade biológica do sistema leva a um equilíbrio, diminuindo a infestação de pragas e doenças. Isto significa a uma diminuição dos custos de manuntenção, conseqüentemente melhor qualidade e valor do produto final.
  • Maior proteção do solo contra erosão: com o aumento da cobertura do solo, proteção dos mananciais.
  • Uso mais eficiente dos recursos naturais: os vários estratos da vegetação aproveitam melhor a radiação solar, os diferentes tipos e profundidades dos sistemas radiculares fazem um bom uso da água e nutrientes disponíveis no solo. As culturas anuais se beneficiam com a deposição de biomassa das árvores e da mesma forma, diminuem os custos de manutenção nas entrelinhas das árvores.
  • Maior produtividade: com o melhor aproveitamento dos recursos e dos espaços, ocorre uma intensificação da produção, e desta forma a produtividade total da área é maior do que os plantios em monocultivo, embora algumas vezes a produção de um único produto seja menor.
  • Distribuição da mão-de-obra: devido a produção diversificada, a mão-de-obra é distribuída ao longo do ano, diminuindo ou excluindo a entressafra.
  • Melhor qualidade de vida para os agricultores: com o sombreamento da agrofloresta, os agricultores tem melhor condições de trabalho. Com a produção diversificada, os produtores tem uma alimentação mais equilibrada, além do aumento da renda com a comercialização de vários produtos.
  • Forma de uso permanente do solo: diminui o êxodo rural.
  • Melhor qualidade ambiental: por todos estes motivos acima citados, temos uma melhor qualidade ambiental.

LIMITAÇÕES

  • Forma mais complexa de uso do solo, o que exige um maior conhecimento da interação entre plantas/solos/animais
  • Exige mão-de-obra mais intensiva nos primeiros anos
  • Carência de informações sobre agrofloresta: maioria das pesquisas e trabalhos são direcionados para monocultivos.

Fonte: Material didático IPEMA

Setembro Verde

Agenda de atividades e Oficinas na Matilha Cultural em parceria com teatro Silva e Recicla Flores.

O que as formigas estão dizendo

 

prezado chefe outro dia eu estava

conversando com uma formiga

e ela me contou

uma série de coisas que as formigas

do mundo inteiro andam ruminando

entre si

levo-as ao seu conhecimento

na esperança de que as transmita a outros

seres humanos e deixe-os bem aborrecidos

nenhum inseto gosta do ser humano

e a única razão pela qual eu o tolero

é porque você me parece ainda menos humano que os outros

eis o que as formigas estão dizendo

agora falta muito pouco

o homem fez da terra um deserto

agora falta pouco

para que o homem acabe com ela

de modo que só formigas

centopéias e escorpiões

consigam viver nela

o homem nos oprime há milhões de anos

mas ao mesmo tempo varre o chão

debaixo dos próprios pés

criando desertos desertos desertos

nós formigas nos lembramos

e temos tudo registrado

em nossa memória tribal

de quando gobi era um paraíso

fervilhando de formigas e riquezas

ideais à prosperidade humana

hoje é um deserto

lar de formigas centopéias e escorpiões

o que o homem chama de civilização

sempre resulta em desertos

o homem nunca se contenta

esgota a seiva e a gordura da terra

cada geração devora um pouco mais

do futuro com a sua ambição e luxúria

a áfrica do norte já foi um jardim

e então vieram cartago e roma

para despojar-lhe as riquezas

em seu lugar há agora o saara

ideal para formigas e centopéias

toltecas e astecas tiveram uma bela

civilização neste continente

mas devastaram de tal forma o seu

solo e a natureza

que agora só abrigam escorpiões

formigas e centopéias

e os desertos do oriente próximo

sucederam ao egito a babilônia e a assíria

e a roma a pérsia e a turquia

o escorpião sucedeu aos césares

e a formiga foi herdeira de gengis-cã

a américa já foi um paraíso

rico em rios e florestas

mas está morrendo por causa da ambição

e do dinheiro de mil pequenos reis

que cortaram toda a lenha que encontraram

e que não puderam ser contidos

e que mudaram até o clima

e roubaram as quedas das cascatas

mas agora falta pouco

muito pouco

para que seja tudo um só deserto

tão deserto quando os canions e as rochosas

os desertos estão chegando

os desertos se espraiando

as fontes e correntes ressecando

até que tudo seja um banco de areia

herdada por formigas

centopéias e escorpiões

os homens falam de dinheiro e de indústria

de crises e depressões

de finanças e economia

mas as formigas contentam-se em esperar

porque enquanto os homens falam

criam seus desertos mais depressa

belas secas e erosões

preparando os vastos desertos

para a nossa definitiva conquista

os homens não aprendem

as chuvas caem e descem os rios

carregando com elas a boa terra

porque já não há mais florestas

para aprisionar a água

na densa tessitura das raízes

falta pouco agora muito pouco

para que a terra seja estéril como a lua

e ressequida como um osso ao sol

prezado chefe passo-lhe essas informações

sem o menor temor de que a humanidade

delas tome conhecimento e se emende.

 

Don Marquis (1878-1937) era poeta, humorista e teatrólogo. A maioria dos seus poemas é assinado por archy, uma barata que durante à noite subia em sua máquina de escrever e pulava sobre as teclas. Esse poema foi publicado em 1927 e mais de 74 anos depois as formigas continuam conversando, cada vez mais animadas.

Eco Base no parque

A Eco Base construída pelo Coletivo Recicla Flores já está disponível no Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon Masp.

A obra instalada se preocupou em manter o conceito da Sustentabilidade através do reuso de materiais descartados no lixo e reciclagem.

 

 

O reaproveitamento ou reutilização de materiais consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. A reciclagem é o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto, mas que demanda consumo de energia para realizar tais processos.

 

Para as estruturas (“paredes”) usamos um dos materiais mais descartados pelas vias públicas, os PALETES (estruturas de madeira que servem para otimização do transporte de cargas). Já para a decoração da casinha usamos somente materiais reutilizados como: ripa de madeira, filtros de café usado, placas de monitor, placas de computador, placas plásticas de material refletivo, parafusos diversos e o acabamento final foi por conta de tinta natural de casca de árvore.

As placas plásticas e os parafusos são materiais provenientes do descarte de exposições de arte e cultura em geral.

Parte de trás

Parte lateral para entrada e saída do lixo

As Eco Bases fazem parte do projeto Eco Parade 2011, que é um movimento de intervenção urbana que utiliza arte e solução ambiental como ferramenta para sensibilizar e engajar pessoas no correto encaminhamento do lixo que não é lixo.

Eco Base

Coletivo Recicla Flores participa da Eco Parade 2011, é um movimento de intervenção urbana que utiliza arte e solução ambiental como ferramenta para sensibilizar e engajar pessoas no correto encaminhamento do lixo que não é lixo.

Estamos na reta final da construção da Eco Base que será montado nesta quinta-feira, dia 06 de junho no Parque Trianon Masp.

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Virada Sustentável – Programação de Domingo

Virada Sustentável – Relato do primeiro dia de atividades em Pirituba

A reunião do grupo teve início as 10h30 da manhã deste sábado (4 de Junho), na sede do Instituto Silva na Vila Mirante no bairro de Pirituba, região noroeste de São Paulo.

Estiveram presentes a equipe do Teatro Silva representados por Baal Demary, Victoria Ignacio, Carlos Ronchi, Bruno Nery e Letícia Demary, os arquitetos Alessandro Sbampato e Roberto Godoy da Oficina Ar, Daniela Paiva do coletivo Recicla Flores, Nena Alava bioconstrutora e instrutora do Instituto de Permacultura e Design de Ecovilas IPEC e Jeff Anderson do Ahh! Arte é pública.

No encontro público que contou com a participação da comunidade, foi definida a agenda sustentável das próximas ações no local.