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Composteira e Horta – parte 4

A segunda composteira começou a ser usada por volta de Dezembro de 2010 enquanto a primeira caixa decompunha os restos orgânicos juntamente com a ação das minhocas. É uma grande satisfação ver que reduzimos 50% do lixo total da casa.  

Imagina se a moda pega!!

Desde meados de Janeiro que já estamos nos abastecendo de adubo fresquinho. Recentemente, peneiramos cerca de 50 kg de composto para vasos e jardins.

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Benefícios da compostagem

* Reduzir em cerca de 50% o volume total produzido por residências. No caso das empresas, o índice varia de acordo com o tipo de atividade desenvolvida;
* A compostagem empresarial possibilita ações de marketing ambiental e fortalece a imagem das organizações;
* Aliviar a demanda por aterros sanitários, que estão sobrecarregados;
* Reduzir a emissão de poluentes e o uso de energia no transporte de resíduos;
* Evitar a geração de sub-produtos poluentes, como o chorume tóxico e o gás metano, que contaminam o solo, os lençóis freáticos e a atmosfera;
* Produzir fertilizantes de forma natural e gratuita, sem o uso de produtos químicos sintetizados artificialmente;
* A própria atividade da compostagem incentiva a conscientização ambiental dos indivíduos;
* Promoção da capacitação ambiental e do potencial de geração de renda das pessoas envolvidas nas atividades relacionadas à compostagem.
* O adubo resultante da compostagem pode ser utilizado em jardins e hortas, tornar-se brinde para amigos, clientes e fornecedores ou então ser vendido, gerando lucro;
* A compostagem gera economia. No caso das empresas, redução dos custos relacionados à coleta de resíduos. Nas residências, elimina a necessidade de adquirir adubo para plantas;
* As minhocas californianas vermelhas se reproduzem rapidamente nas composteiras e possuem um elevado valor de mercado;
* Possíveis abonos fiscais para as empresas devido à redução das emissões de gás carbônico (combustível utilizado para o transporte dos resíduos e gases provenientes dos aterros sanitários);
* No caso das empresas e hotéis, maior facilidade para obter certificações ambientais.

Fonte: Morada da Floresta

Composteira e Horta – parte II

A primeira Composteira foi finalizada com sucesso e, enquanto não finalizamos a segunda, já estamos depositando os restos orgânicos no fundo da caixa (direto no solo), adicionando uma porcão de terra, de serragem, folhas secas e, por fim cobrimos com a lona e/ou papelão.

composteira

 

composteira de lado

Os galões azuis ao lado são usados para guardar os materiais secos como, folhas secas, serragem, terra e cinzas de lareira.

Em breve, reorganizaremos a horta e começaremos o plantio de legumes, temperos e ervas.

Leia mais: http://www.fazfacil.com.br/jardim/solo_compostagem.html

Compostagem – Parte 2

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Quais são os benefícios trazidos pelo composto orgânico?

* Benefícios físicos

A adição de composto orgânico reduz a densidade do solo, tornando-o mais fácil de ser trabalhado e mais poroso, aumenta a sua permeabilidade à água e aos gases, reduzindo dessa forma a erosão. O composto orgânico resiste à compactação em solos de textura fina e aumenta a capacidade de retenção de água e melhora a agregação em terrenos de textura granulada (arenosos). A adição de composto orgânico pode também gerar uma maior resistência aos períodos de secas e propiciar uma utilização mais eficiente da água. Portanto, a freqüência e a intensidade da irrigação podem ser reduzidas. A terra misturada ao composto torna-se rica em nutrientes e fica mais escura, fazendo com que absorva mais calor do que o solo sem o composto orgânico, tornando-o um meio ambiente mais favorável para a lavoura e o cultivo de plantas ornamentais.

* Benefícios químicos

 Os principais elementos encontrados no composto são o nitrogênio, o potássio, o ferro, o fósforo, o enxofre e o cálcio. Esses elementos variam em quantidade, de acordo com a composição original do aprovisionamento e do processo de compostagem usado. As percentagens de N-P-K no composto orgânico acabado são relativamente baixas, mas o benefício trazido por elas acontece devido à liberação de nitrogênio e fósforo no solo em proporções que, embora baixas, podem ser usadas pelas plantas e não são perdidas por causa da lixiviação.

A adição do composto ao solo pode modificar o pH da mistura final. Dependendo do pH do composto orgânico e do solo original, o acréscimo do composto pode elevar ou reduzir o pH da mistura terra/composto orgânico. Portanto, quando se mistura um composto que tenha o pH variando de neutro a levemente alcalino a um solo de pH ácido, isso aumentará o pH do solo se forem respeitadas as proporções adequadas. Em condições específicas, descobriu-se que o composto orgânico afeta o pH do solo mesmo quando e aplicado em pequenas quantidades, como por exemplo: 20-50 toneladas por hectare (10.000 m2).

O composto orgânico irá também melhorar a capacidade de troca de cátions dos terrenos, capacitando-os a reter nutrientes por mais tempo. Isso, da mesma forma, permitirá que as plantações utilizem mais apropriadamente os nutrientes e que a perda desses últimos pela lixiviação seja reduzida. O aumento da capacidade de troca de cátions dos solos arenosos pela adição de composto orgânico pode melhorar grandemente a retenção de nutrientes para as plantas na zona da raiz.

* Benefícios biológicos

A atividade dos organismos do solo é essencial para a produtividade do solo e para obtenção de plantas saudáveis. Sua atividade é baseada, fundamentalmente, na presença de matéria orgânica. Os microorganismos presentes no solo incluem as bactérias, os protozoários, os actinomicetos e os fungos.

Os microorganismos têm um papel importante na decomposição da matéria orgânica que, por sua vez, leva à formação de húmus e ao aumento da disponibilidade de nutrientes. Os microorganismos podem também melhorar a atividade das raízes como acontece com fungos específicos que agem em simbiose com as raízes das plantas, ajudando-as na obtenção de nutrientes do solo. O aumento da quantidade de minhocas também pode ser incentivado se houver níveis adequados de nutrientes. Elas fazem com que a infiltração de água e a aeração sejam aumentadas através da construção de seus túneis. 

 

Compostagem – Parte 1

O que é Compostagem?

 

Já ouvimos falar neste termo algumas vezes, mas nem sempre nos atentamos ao que realmente é! Se a sua casa e/ou o local onde você reside acumula muito lixo, seguem algumas informações de como minimizar o lixo orgânico, produzir material orgânico para hortas e jardins.

Compostagem é o método usado para potencializar o processo natural de decomposição e, assim, transformar materiais orgânicos – qualquer coisa desde esterco e espigas de milho até grama e papel usado – em composto orgânico, um material com aparência de húmus que traz grandes benefícios ambientais. Em áreas verdes, as folhas e galhos que caem no chão da floresta formam uma cobertura úmida e rica em nutrientes que protege as raízes e serve de lar para organismos que têm importância fundamental na reciclagem que ocorre na natureza: as minhocas, os insetos e um sem-número de microorganismos e bactérias. Durante a compostagem, essas criaturas usam a matéria-prima que nós fornecemos como alimento, desprendendo vapor d’água, calor e dióxido de carbono. Havendo o controle adequado do ar e da umidade, o processo de compostagem pode transformar grandes quantidades de matéria orgânica em composto orgânico num espaço de tempo relativamente curto. Um bom exemplo em pequena escala é um monte de composto orgânico num quintal. Materiais de origem vegetal ainda verdes (grama, sobras de vegetais de cozinha e restos de podas de flores) misturados a outros já secos (ramos, folhas secas e papel toalha usado), numa proporção de 1:3, fornecem um equilíbrio de nitrogênio e carbono que ajuda os micróbios a decompor eficientemente esses materiais.

A compostagem pode reaproveitar uma quantidade substancial de resíduos que iriam para aterros ou incineradores. É um complemento às formas tradicionais de reciclagem. Mas a compostagem não é usada apenas para a redução de volume ou como sistema de reaproveitamento. De muitas formas, a compostagem fecha o ciclo da reciclagem e contribui positivamente com o meio ambiente. A compostagem recicla os resíduos orgânicos e os devolve ao solo, aumentando a sua fertilidade, ajudando no controle da erosão, restaurando alagados e purificando a terra através da correção ecológica do solo.

Em um recente estudo realizado na Califórnia, verificou-se que a adição de materiais compostáveis à coleta de materiais recicláveis aumentou os índices de reaproveitamento de 16% para 58%. Em um estudo similar realizado em Connecticut, a adição de materiais compostáveis aumentou os índices de reaproveitamento de 40% para 70%.

A compostagem é um tipo de reciclagem e é considerada como tal pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). A compreensão pública da compostagem começa nos quintais, onde milhões de pessoas fazem compostagem doméstica para reduzir a quantidade de material que segue juntamente com os resíduos sólidos na coleta municipal. Muitos recipientes são financiados pela própria comunidade. A compostagem é essencial para que sejam alcançadas as rigorosas metas de reciclagem estabelecidas pelo governo. Atualmente, cerca de 25 estados consideram a compostagem feita nos quintais como reciclagem, e 15 contabilizam normalmente a compostagem de resíduos sólidos em suas metas estaduais de reciclagem. Isso continuará a aumentar porque a compostagem pode ser usada para reciclar uma grande fração da produção municipal de resíduos sólidos. A adição da compostagem à reciclagem tradicional pode fazer com que haja o reaproveitamento de forma benéfica de aproximadamente 70% dos resíduos em vez de jogá-los fora como é feito na coleta tradicional.

A EPA estabeleceu uma hierarquia para o gerenciamento de resíduos sólidos que tem como prioridade número um a redução de fontes geradoras de resíduos, seguida pela compostagem/reciclagem, recuperação energética e aterros sanitários. Em Challenge for the 90’s (1991), de autoria da EPA, a compostagem é apontada como peça-chave no reaproveitamento de resíduos orgânicos que iriam para os incineradores e aterros. Acrescente-se a isso o fato de que a EPA reconheceu a compostagem como método de controle de poluição de fonte difusa. Nesse contexto, o uso de composto orgânico ajuda a prevenir a poluição de rios e lagos através da perda excessiva de nutrientes causada pela água da chuva.

O composto orgânico é o produto final relativamente estável da compostagem. Os termos “húmus” e “composto orgânico” são freqüentemente usados para designar o mesmo produto. O composto é rico em nutrientes e matéria orgânica e altamente benéfico ao solo e aos cultivos realizados nesse solo.

C. aclandiae